R7 - Compras do dia a dia podem render milhas para viajar. Saiba como aproveitar

13 de Dezembro de 2015

Programas de fidelidade incluem supermercados, postos de gasolina e farmácias

“Possui cadastro?”. Você certamente já ouviu essa frase ao pagar suas compras em farmácias, supermercados ou redes de lojas. Na maioria dos casos, tratam-se de programas de fidelidade, em que o cliente acumula pontos, ganha descontos e pode resgatar algum produto ou serviço no futuro.

No Brasil, esse tipo de programa atinge apenas 8,6% dos consumidores. Motivo pelo qual a Abemf (Associação Brasileira das Empresas de Fidelização) vê espaço para crescimento, mesmo durante a crise econômica. Para se ter ideia, na Austrália, os programas de fidelidade têm penetração de 92% e nos Estados Unidos, de 44%.

Engana-se quem pensa que é preciso gastar muito para ter retorno. O presidente da Abemf, Roberto Medeiros, explica que as simples compras do dia a dia feitas em um mesmo supermercado em que o cliente seja associado se tornam vantajosas.

— A beleza dos programas de fidelidade é a oportunidade que o participante tem de acumular em diversas fontes distintas. O que a gente tem cada vez mais incentivado é que os participantes olhem no seu dia a dia quais são os parceiros que podem acumular pontos ou milhas. É, por exemplo, abastecer na mesma rede de postos que dá pontos no programa dele.

Dá para acumular pontos em farmácias, postos de combustíveis, supermercados, redes de hotéis, lojas, academias de ginástica, companhias aéreas, estacionamentos e em outras centenas de estabelecimentos. O mais importante é se informar sobre os parceiros que cada programa tem.

Há dois tipos de programa de fidelidade. O primeiro é daquele estabelecimento em que o cliente acumula e resgata os pontos nele mesmo. O segundo permite acumular e resgatar em fontes diferentes.

Na crise, programas de fidelidade conquistam mais de 14 milhões de inscritos

A sugestão do presidente da Abemf é que as pessoas concentrem as compras em um ou dois programas de fidelidade. Além disso, existem cartões de crédito chamados de co-branded, que creditam pontos diretamente em um programa. Por exemplo, o cartão de uma operadora de telefonia móvel que converte os gastos em pontos para trocar por aparelhos celulares.

— Os cartões co-branded de companhias aéreas ou de programas de fidelidade têm essa vantagem de que você não precisa ligar para o banco e pedir para transferir. Do ponto de vista do portador do cartão, é uma vantagem fenomenal, porque ele não fica dependendo de limites de transferências determinados pelo banco. Além do mais, ele tem uma relação de mais engajamento com os programas de fidelidade.

Todos os grandes bancos brasileiros possuem programas de fidelidade para clientes de cartões de crédito. Eles oferecem a opção de resgatar os pontos nas próprias lojas ou de transferir para Multiplus, Smiles, TudoAzul, entre outros.

Mas quase todos os bancos utilizam o dólar como fator de conversão para os pontos do cartão de crédito. Com a alta da moeda norte-americana, o consumidor está tendo mais dificuldades para acumular.

A alternativa é o varejo. Comprando em estabelecimentos parceiros de programas de fidelidade, a pontuação é feita com base nos gastos em reais. Algumas lojas virtuais têm boas condições. Um exemplo é o Walmart, que dá 15 pontos para cada R$ 10 gastos.

O presidente da Abemf também destaca as ofertas que os programas têm feito nos últimos meses.

— As pessoas não precisam gastar mais para acumular, só precisam ficar atentas nas oportunidades e nas promoções. O que a gente acha é que tem muito participante que não está aproveitando na sua plenitude as oportunidades de acúmulo.

Uma dica é assinar a newsletter (e-mails promocionais) dos programas em que você tem cadastro. Semanalmente, há descontos e condições especiais para os participantes.

Somente os programas de cartões de crédito deverão transferir cerca de R$ 2,5 bilhões em benefícios até o fim deste ano. A estimativa é da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito). 

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