JORNAL DIÁRIO DE PERNAMBUCO - Fidelização e consumo

17 de Outubro de 2015

Em mercados maduros como o Canadá ou a Inglaterra, cerca de 30% da população usam programas de fidelidade. No Brasil, onde a classe C avançou nos últimos anos incentivada por uma política macroeconômica baseada no consumo, este universo não passa de 8%. Mas a recessão nacional tem aberto uma janela de oportunidades para os que lucram ao praticar esta "filosofia" de se fazer negócios. 

Quem assegura que a retração da economia prevista para 2015 e 2016 pode trazer benefícios para empresas e consumidores é o CEO da Multiplus e presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf), Roberto Medeiros.

De acordo com o executivo, a hábito de associar compras no cartão de crédito e afins a programas de recompensa começou a ganhar gás há cinco anos no país, com as companhias aéreas e postos de combustível.

Para se ter uma ideia, somente no ano passado mais de 7 milhões de passagens de avião foram resgatadas por milhagem. E a perspectiva é que este número – assim como trocas de eletrodomésticos, eletrônicos, serviços e afins – triplique até 2010. A lógica é óbvia: com as famílias cortando supérfluos e diminuindo seus gastos, a tendência é que elas busquem manter seu padrão de consumo de formas alternativas, sem extrapolar o orçamento em tempo de vacas magras e desemprego.

Medeiros explica que, atualmente, existem até programas de fidelização para o pagamento de contas. “O consumidor tem buscado extrair valor de todas as oportunidades que tem. Se vai ao supermercado ou ao posto de gasolina, ele quer receber algo de volta, independente da sua capacidade financeira”, destaca o presidente da Multiplus, empresa que já firmou parceria até com agências de recrutamento profissional online, como a Catho.

Segundo a Abemf, os programas de fidelização brasileiros já são praticados por mais de 8 mil pontos de venda e, no ano passado, eram mais de 50 milhões de participantes cadastrados. 

 

 

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