ISTOÉ DINHEIRO - Smiles planeja se transformar em plataforma completa para turista em três anos

14 de Setembro de 2016

A Smiles quer se transformar, até 2019, em uma plataforma completa de serviços ao turismo, oferecendo aos usuários do programa de fidelidade serviços de aluguel de carro, reservas em restaurantes, venda de tíquetes para espetáculos, entre outros serviços, além da venda de passagens aéreas e reserva de hotéis que já possui. "O nosso plano estratégico pressupõe que daqui três anos, qualquer pessoa consiga fazer 100% da sua viagem com nosso ambiente, significa que sem sair da Smiles, você vai reservar avião, fazer seus hotéis, alugar carro, selecionar o entretenimento, queremos de fato ser completa para o turista", explicou o presidente da companhia, Leonel Andrade.

O primeiro passo já foi dado, com a parceria com a empresa Rocketmiles, anunciada em meados de julho e que trouxe para o programa a possibilidade de reserva de hotéis. Andrade salientou que por meio da parceria será possível transacionar no Smiles usando apenas dinheiro. Até agora era possível adquirir passagens, por exemplo, com uma combinação de dinheiro e milhas, que responde por 40% dos resgates, mas não há possibilidade de compra exclusiva com dinheiro. "Isso vai mudar muito o escopo de atuação da Smiles e seu mercado competitivo", disse o executivo. "Até hoje as pessoas veem que a Smiles compete com a Multiplus, mas dentro desse modelo de atuação, vou competir com a operadora de turismo, com a CVC, com a grande vantagem que não temos dentro do grupo uma agência de turismo", disse.

Mercado

Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, Andrade também comentou sobre sua expectativa para o mercado de fidelização e indicou que espera a retomada de taxas de crescimento mais robustas, como as vistas no passado, perto de dois dígitos, em dois anos. Embora acredite que a economia já dá sinais de inflexão, ele aponta que a recuperação demora a chegar ao segmento de fidelidade. "Acredito que o Brasil já está mudando a curva, mas do ponto de vista do nosso negócio demora, porque aparentemente essa mudança será baseada em investimento - vimos na terça-feira, 13, o anúncio de privatizações e concessões - e o reflexo no desemprego vai demorar. Nem o governo é otimista que consiga reduzir o desemprego e fazer a renda voltar a crescer no curto prazo", afirmou. Ele lembrou, porém, que o segmento pode evoluir com base no crescimento orgânico, dada a baixa taxa de penetração dos programas na população brasileira.

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