ISTOÉ - O homem de 7 milhões de milhas

25 de Janeiro de 2018

Como o médico brasileiro Sergio Timerman acumulou uma das maiores pontuações de milhagens aéreas e se tornou membro do mais exclusivo clube de viajantes do mundo

Dos 193 países reconhecidos pela ONU, o médico paulista Sergio Timerman conhece 103. Filipinas, Senegal, Jordânia, Bolívia, Emirados Árabes são alguns dos lugares visitados pelo cardiologista, coordenador do Centro de Treinamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia e consultor de Medicina e Saúde da Laureate Brasil – rede de instituições de ensino superior. Tantos quilômetros de viagem armazenados garantiram ao especialista um posto entre os brasileiros com mais milhas aéreas acumuladas. São sete milhões.

Somam apenas três milhões a menos do que a meta de Ryan Bingham, o personagem de George Cloney no filme “Amor Sem Escalas” (2010) que viaja os EUA demitindo pessoas e cuja obsessão é juntar dez milhões de milhas. Timerman, aliás, foi um dos convidados pela companhia aérea American Airlines para a pré-estreia do longa-metragem.

Como Bingham, o cardiologista desfruta das vantagens de ser membro de elite do programa de fidelidade da empresa. Tem o status de integrar um nível batizado de Concierge Key, restrito aos VIPs dos VIPs. A empresa não divulga os critérios para entrar no grupo. E só entra quem é convidado. Entre outros mimos, o cliente Concierge Key tem embarque preferencial, não paga taxas e multas por remarcação de passagens e pode fazer cinco upgrades por ano sem custo.

A maior parte das milhas de Timerman é fruto das viagens que faz a trabalho. Só nas idas e vindas de seus compromissos pela Fundação Interamericana de Cardiologia, entre 1999 e 2014, o médico ganhou 1,5 milhão. “Houve uma época em que viajava a cada quinze dias”, lembra. Sua última saída foi no final do ano passado, quando visitou Portugal, junto com a família, e comemorou seus 60 anos à beira do rio Douro. Entre as lembranças de tantas viagens, há a euforia de ver o Corinthians Campeão do Mundo, em 2012 no Japão, e a emoção de ter visitado a terra dos pais, Jacob e Feiga. Ele nasceu na Moldávia. Ela, na Ucrânia. Estavam a 200 quilômetros de distância um do outro, mas se conheceram em São Paulo. “Foi um resgate da minha origem”, lembra. Entre uma cidade e outra, Timerman passou pela Transnítria, região que se declarou independente da Moldávia, e pela Gagaúzia, outra área autônoma. “Poucos brasileiros haviam estado lá”, diz. Foi um acontecimento. A passagem do cardiologista por lá rendeu até reportagem na mídia da Moldávia.

 

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