DCI - Mastercard prevê ampliar atuação

28 de Novembro de 2016

Pagamentos entre empresas são a próxima avenida de crescimento da indústria de meios eletrônicos de pagamento no Brasil, disse o presidente da Mastercard para o Cone Sul da América Latina, João Pedro Paro Neto.

"Vamos entrar mais profundamente nos pagamentos entre empresas e delas para bancos", disse o executivo da bandeira vice-líder no mercado global de cartões.

Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os gastos corporativos representam de 7% a 8% do movimento anual de mais de R$ 1 trilhão da indústria de cartões no Brasil. Segundo a entidade, os pagamentos totais com cartões representam cerca de 30% do gasto privado no País.

"Estamos bem plantados no mercado de pessoa física, agora vamos crescer em pessoa jurídica, também", disse Paro Neto.

Entre as possibilidades consideradas pelo executivo está o pagamento por serviços eventuais de fornecedores e prestadores de serviços por meio de cartões pré-pagos.

"Em muitas situações, as empresas eliminariam gastos com transferências bancárias, como TEDs e DOCs", exemplifica o executivo.

De acordo com Paro Neto, por ser uma empresa já autorizada pelo Banco Central (BC) a atuar em meios de pagamento, a Mastercard não precisa de autorização específica para operar esse tipo de serviço.

Os comentários do executivo vêm no momento em que a expansão histórica do mercado de cartões no País tem sido impactada por uma recessão que já dura dois anos.

Após cerca de uma década crescendo em média mais de 15% ao ano, o setor deve ter expansão de 6,5% em 2016, segundo projeção da Abecs.

A sinalização da Mastercard de operar mais forte na seara de serviços de pagamentos corporativos acontece justamente no momento em que os bancos têm acelerado a busca por receitas com tarifas para tentar compensar os resultados fracos com crédito.

Mas a iniciativa da empresa não acontece apenas no Brasil. Em julho, a empresa comprou a britânica VocaLink, criada por bancos na região justamente para processar pagamentos bancários.

Por outro lado, de acordo com o executivo da Mastercard, o varejo brasileiro ainda opera em velocidade menor do que há um ano, refletindo em parte o alto nível de desemprego em todo o País e a baixa confiança do consumidor, mas já dá alguns sinais de que parou de piorar.

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