ASSOC. MINEIRA DE SUPERMERCADOS - Na crise, programas de fidelidade são oportunidades para o varejo

17 de Fevereiro de 2016

Nos últimos meses, o varejo brasileiro tem sentido os impactos da queda no consumo das famílias. Segundo dados divulgados pela Serasa Experian, em 2015, a atividade do comércio caiu 1,3% em relação ao ano anterior.

Diante desse cenário, os programas de fidelidade podem se transformar em oportunidade, pois estreitam o relacionamento entre empresas e consumidores, incentivam a compra em determinado estabelecimento e, consequentemente, podem resultar no aumento de vendas. Além disso, são um forte diferencial em relação à concorrência.

“Ao escolher entre duas lojas que ofereçam condições semelhantes, como preço, o consumidor provavelmente vai efetuar sua compra ou contratar o serviço em quem lhe dá um benefício extra, que pode ser na forma de pontos ou milhas, por exemplo. Por isso, esses programas têm atraído cada vez mais varejistas, com o objetivo de transformar seus clientes eventuais em clientes fiéis”, explica o presidente da ABEMF, Roberto Medeiros.

Números do setor

Os últimos números do setor divulgados pela ABEMF apontam um aumento de 22% nos cadastros em programas de fidelidade, em 12 meses, atingindo 67,7 milhões no terceiro trimestre de 2015 (3T15). Nos nove primeiros meses de 2015, foram acumulados 132,2 bilhões de pontos/milhas, o que representa um aumento de 8,8%, na comparação com o mesmo período de 2014.

As trocas por produtos e serviços também cresceram. Do 3T14 ao 3T15, houve um incremento de quase 14% na quantidade de pontos/milhas resgatados, chegando aos 38,7 bilhões. Os dados, consolidados pela consultoria GS&MD, são referentes a cinco das maiores companhias do segmento, associadas à ABEMF (Dotz, Grupo LTM, Multiplus, Netpoints e Smiles). (Agência Amis)

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